Entrei para as “estatísticas”

Caros amigos,

se você nunca foi vítima de assalto a mão armada você faz parte do grupo “EXCEÇÃO”.

No dia 14/12/2011 deixei de fazer parte desse grupo quando um vulto negro armado de uma pistola invadiu minha casa mirando minha cabeça.

Quero em primeiro lugar falar da minha gratidão por termos eu e meu filho saído dessa fisicamente ilesos. Não podemos dizer o mesmo, ainda, sobre o lado emocional mas vamos vencer isso de alguma maneira um dia também. Quanto ao meu material de trabalho estou começando quase do zero já que os alvos desse vulto foram “apenas”  meu notebook e o do meu filho. Sentimos cheiro de trabalho de encomenda mas tudo bem, estamos vivos!

Peço desculpas aos interessados em meu curso por não ter estado presente na net nos últimos dias para atende-los, e aos meus alunos que perderam aula essa semana em consequência do fato acima. Já estou  me reorganizando pra cumprir meus compromissos com todos com um mínimo de atraso. Por enquanto o dia 09/01/2012 ainda está de pé para o reinício das aulas mas fiquem ligados no blog para mais notícias.

Não posso terminar esse texto sem dizer mais uma vez da minha indignação. O vulto negro não tem rosto. Não consigo odiá-lo mas vejo muitos rostos culpados da degradação geral do nosso povo. Parece que os bons e honestos hoje são “EXCEÇÕES” também. Vejo uma longa fila de corruptos, criminosos que ao longo de uma linha de governos incompetentes transformaram nosso país no que ele é hoje, ou seja, um paraíso de bandidos e psicopatas violentos, cruéis e sem nenhum respeito pela vida. Um paraíso de ladrões descarados usando gravatas e vivendo no luxo enquanto muitos não tem o que comer. Gerações mergulhadas nas drogas, pais desesperados e crianças assassinas ou assassinadas, etc. etc. Esse é o retrato triste do nosso país. Não foi esse o país que prometi aos meus filhos quando voltei a alguns anos. Essa não é a pátria na qual cresci, que amei e para a qual sempre quis voltar. Chego ao cúmulo de sentir  falta de certos aspectos  da ditadura.

Recado aos governantes de hoje:

Vocês estão pensando que é só “pegar um touro pelo rabo” essa estória de lidar com a violência em nosso país? Caiam na real. Um polvo gigante ainda é pouco pra representar a grandeza e a complexidade da situação com a qual nós, gente comum, as “EXCEÇÕES”, estamos convivendo a cada dia. Sim, as “EXCEÇÕES”. Nós, os honestos e trabalhadores sem seguranças, sem carros blindados, sem armas e sem nenhuma proteção. Desejo boa sorte ao nosso povo e vergonha aos maus governantes de ontem e de hoje, aqueles que simplesmente deixaram a violência crescer à revelia e que são sem dúvida alguma os responsáveis por esse mar de sangue, medo, insegurança, degradação  e indignação em que estamos vivendo.

A grandeza de um país se mede pela qualidade de vida do seu povo!

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